Ultrassom peniano é uma ferramenta importante na avaliação das placas de Peyronie.

A avaliação da doença de Peyronie (DP) utilizando o ultra-som Doppler colorido duplex (CDDU) peniano fornece informações sobre as características da doença, gravidade da disfunção erétil concomitante e variações anatômicas na apresentação da doença. A literatura fornece orientações limitadas sobre a aparência ultrassonográfica das placas de Peyronie. Diretrizes publicadas sugerem que a triagem bem-sucedida de pacientes com DP deve ser baseada na avaliação tanto da deformidade peniana quanto da presença ou ausência de DE vascular.
O objetivo deste estudo é estabelecer um sistema de classificação anatômica funcional e reprodutível para a doença de Peyronie baseado em uma grande série retrospectiva em que um único examinador utilizou o CDDU peniano para avaliar as variações na aparência da placa e características ultrassonográficas.
Durante a investigação da doença de Peyronie, 571 pacientes foram examinados usando CDDU de pênis realizado por um único cirurgião em nossa instituição entre fevereiro de 2005 e março de 2018. Imagens e características da doença foram registradas no momento da avaliação do CDDU e imagens 2D do Doppler foram revisadas por um examinador independente baseado nos critérios de classificação: Grau I – sombra hipoecoica sem calcificação; Grau II – microcalcificações focais; Grau III – microcalcificações dispersas; Grau IV – placa calcificada e palpável confluente (a) da túnica albugínea ou (b) do septo.
Um total de 571 pacientes foi avaliado com uma idade mediana de 59 anos no momento do CDDU. 249 pacientes (43,6%) tinham história de hipertensão, 86 pacientes (15,1%) tinham história de diabetes mellitus e 227 pacientes (39,8%) tinham história de hiperlipidemia. A avaliação vascular da CDDU identificou que 106 pacientes (18,6%) apresentavam insuficiência arterial, 199 pacientes (34,9%) apresentavam doença oclusiva venosa cavernosa e 51 pacientes (8,9%) apresentavam doença mista. O grau de curvatura foi medido no momento do exame CDDU e observado ser 30 e 45 e 60 e 90 graus em 57 pacientes (11,4%), com 105 pacientes apresentando efeito ampulheta (21%). 98 pacientes tiveram uma placa calcificada registrada no momento do CDDU (17,2%), enquanto 310 pacientes apresentaram microcalcificações (54,5%). A maioria dos pacientes com calcificações grosseiras / palpáveis tiveram avaliação subseqüente com tomografia computadorizada para posterior classificação anatômica. A revisão da imagem por Doppler com aplicação dos critérios de classificação para 571 pacientes está atualmente em processo.
Propomos um sistema de classificação único e reprodutível para a avaliação da doença de Peyronie pelo CDDU que, esperamos, melhorará a literatura e servirá como uma ferramenta útil no diagnóstico de DP. As imagens também oferecem uma nova ferramenta de aprendizado para treinar tanto radiologistas quanto urologistas na interpretação da aparência ultrassonográfica das placas de Peyronie.

 

 

Fonte Bibliográfica

The Journal of Sexual Medicine, April 2019Volume 16, Issue 4, Supplement 1, Page S85
168 Peyronie’s Disease: Can We Standardize Utrasonographic Descriptors?
K. Cockerill1, B. Gregory1, P. Cannizo2, G. Edwards2

Sobre o autor

Alessandro Rossol

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