Medicamentos Intra-Cavernosos e Intra-Uretrais para Tratamento da Disfunção Erétil

 

Intra-Uretral

Homens com Disfunção Erétil DE devem ser informados sobre a opção de tratamento Intra-Uretral (UI) alprostadil, incluindo a discussão de benefícios, riscos e custos. Para homens com DE que estejam considerando o uso de alprostadil IU, um teste em consultório deve ser realizado.

A medicação intrauretral (IU) envolve a inserção de um cateter no meato e depósito de um gel de alprostadil (prostaglandina E1) na uretra para induzir uma ereção suficiente para a relao sexual. Alprostadil IU é uma opção de tratamento para homens para os quais a PDE5i é contraindicada, para homens ou parceiros que preferem evitar medicação oral e / ou para homens ou parceiros que preferem não usar as agulhas necessárias para medicações ICI.35, 36 O maior estudo para avaliar a eficácia da IU alprostadil relatou que dos 461 homens alocados para a condição de alprostadil, 299 (64,9%) atingiram pelo menos um episódio de intercurso sexual em casa, 37 enquanto outros estudos relataram taxas de intercurso bem sucedidas de 29,5% para 78,1%.

IU alprostadil não deve ser prescrito até que um homem tenha sido instruído na técnica, uma titulação inicial de dose no consultório e aconselhamento detalhado sobre possíveis eventos adversos.

Intra-Cavernoso

Homens com DE devem ser informados sobre a opção de tratamento de injeções intracavernosas (ICI), incluindo discussão de benefícios e riscos / cargas. Para homens com DE que estejam considerando a terapia com ICI, um teste de injeção no consultório deve ser realizado.

Os medicamentos ICI são administrados pela injeção de alprostadil, papaverina, fentolamina e / ou atropina no corpo cavernoso do pênis para produzir uma ereção. Apenas o alprostadil é aprovado pelo FDA nos EUA para injecção de ICI e é o único medicamento tipicamente utilizado como agente único. Os três outros medicamentos com eficácia estabelecida para a DE são tipicamente utilizados em combinação uns com os outros (por exemplo, papaverina + fentolamina, alprostadil + papaverina + fentolamina; alprostadil + papaverina + fentolamina + atropina).

Os homens que têm contra-indicações para o uso de PDE5i, preferem não tomar uma medicação oral, ou acham que a PDE5i é inadequada ou ineficaz, podem escolher a abordagem da ICI para o tratamento da DE. Os medicamentos ICI são eficazes em diversos grupos de homens, incluindo homens da população geral de DE, bem como entre homens com outras condições, como diabetes, fatores de risco cardiovascular, homens pós-prostatectomia e homens com lesão medular.38, 39 40, 41, 42

A medida de desfecho mais comumente usada nos estudos de ICI é a porcentagem de homens que relataram ter atingido uma ereção suficiente para relações sexuais bem-sucedidas. Esses percentuais variaram de 53,7% a 100%, sem diferenças marcantes entre medicamentos ou combinações de medicamentos. A segunda medida de desfecho mais utilizada foi a porcentagem de homens que relataram estar satisfeitos com o tratamento. Esses percentuais variaram de 46,3% a 98,8% com as menores taxas de satisfação associadas ao uso de papaverina (média de 53,4%).

Os homens devem ser cuidadosamente aconselhados sobre os possíveis perfis de risco diferencial das várias substâncias da ICI. O EA mais grave associado aos medicamentos ICI é o priapismo com taxas mais baixas de priapismo (média de 1,8%) relatados em estudos com alprostadil. O Painel observa que identificar a dose apropriada de medicação e instruir o homem na titulação da dose é fundamental para minimizar o risco de priapismo. A dor também é uma consequência comum das injeções de ICI; a literatura sugere que as taxas de dor são mais altas quando a papaverina ou o alprostadil são usados como agentes únicos e quando a papaverina é usada em combinação com a fentolamina. A fibrose peniana ou a placa e as deformidades penianas foram relatadas com o uso de ICI com variação considerável entre medicações (4,5% – 13%).

Homens considerando a terapia ICI devem primeiro ter um teste de injeção no consultório, 42 e devem ser informados de que, embora agentes não-prostaglandina injetáveis tenham sido usados para administrar com sucesso a DE há décadas, nenhum deles é formalmente aprovado pela FDA para essa indicação.

Normalmente um combinado de duas(bimix) ou de três(trimix) substâncias, essas medicações são usadas de uma forma geral quando o paciente não apresenta uma boa resposta erétil à administração dos inibidores da fosfodiesterase 5 (sildenafil, tadalafil e vardenafil) ou pós cirurgia de prostatectomia radical. A aplicação dessa medicação é uma opção de tratamento para restaurar a função erétil peniana.

A primeira aplicação deve obrigatoriamente ser acompanhada por um médico urologista, que irá orientar o paciente sobre a anatomia do pênis, tipo de seringa, tamanho da agulha, locais de punção e forma de descarte da seringa. O médico também irá determinar a dosagem inicial a ser ministrada.

MATERIAL: Para o processo de aplicação será necessário seringa de 1ml, agulha para aspiração da medicação(grossa), agulha de aplicação(fina), álcool e algodão.

APLICAÇÃO: Deve-se limpar com algodão e álcool a tampa do recipiente e assim, aspirar com seringa e agulha grossa a dosagem correta do frasco (normalmente injeta-se ar na mesma quantidade que irá ser aspirada a medicação). Com o volume correto na seringa, é necessário verificar se há ou não a presença de ar em seu interior. Troca-se a agulha da seringa pela fina.

O local de aplicação deve ser escolhido, podendo ser do lado direito ou do lado esquerdo. Nessa região encontram-se os corpos cavernosos, locais responsáveis pela ereção peniana e onde a medicação deverá ser depositada.

Na parte superior do pênis encontram-se os vasos e os nervos penianos e na parte inferior encontra-se a uretra. Essas regiões assim como a glande são sempre poupadas da medicação pois sua aplicação irá causar sangramentos, hematoma ou dor.

Após escolha do local, tracione levemente o pênis e aplique a injeção em um grau perpendicular ao pênis e assim, empurre o êmbolo da seringa. Retire a seringa e limpe o local com algodão pressionando por aproximadamente 10 segundos.

O início de ação do medicamento é, em média, de 3 a 10 minutos.

Lembre-se que o maior efeito colateral é a dor peniana e que se a ereção persistir por mais de 6 horas, você deverá informar ao seu médico sobre o ocorrido, pois estará desenvolvendo um quadro de priapismo.

 

Fonte Bibliográfica:

Journal of Urology, September 2018, Volume 200, Issue 3, Pages 633–641

https://www.jurology.com/article/S0022-5347(18)43100-X/fulltext

 

Sobre o autor

Dr. Rossol

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