Estudo mostra que a técnica operatória de prótese pode interferir na tumescência peniana após a cirurgia

Introdução
A tumescência peniana espontânea após o implante da prótese peniana tem sido esporadicamente relatada na literatura. Como preservar a função erétil residual da tumescência peniana espontânea dos pacientes, poupando o tecido cavernoso no curso do implante de prótese peniana maleável?

Métodos
92 pacientes foram randomizados em dois braços iguais: pacientes submetidos a implante de prótese peniana maleável convencional e pacientes submetidos à técnica de preservação do tecido cavernoso. Um mês após a cirurgia, esses pacientes foram submetidos a exame ecográfico duplex peniano para avaliar a espessura máxima do tecido cavernoso ao redor dos cilindros do implante. Além disso, eles foram questionados sobre a ocorrência de qualquer tumescência peniana espontânea ou induzida por excitação.

Medidas de saída principais
As alterações pós-operatórias foram comparadas com as pré-operatórias.

Resultados
A média da espessura máxima do tecido cavernoso mostrou-se significativamente maior no grupo de tecido cavernoso preservado em comparação com o grupo de cirurgia convencional (5,2 ± 0,8 mm vs 2,2 ± 1,04 mm, P <0,01). No grupo preservado de tecido cavernoso, 41 de 46 pacientes (89,13%) relataram ter uma incidência significativamente maior de tumescência peniana residual versus 7 de 46 pacientes (15,2%) no grupo de cirurgia convencional (P <0,001). O perímetro peniano pós-operatório foi significativamente maior no grupo poupador de tecido cavernoso do que no grupo de cirurgia convencional (11,16 ± 1,1 cm vs. 10,11 ± 1,15 cm, P <0,001).

Implicações clínicas
Este estudo fornece uma abordagem passo a passo para manter a tumescência peniana pós-implante e preservar o perímetro peniano de forma reproduzível.

Pontos fortes e limitações
Este é o primeiro estudo a demonstrar os benefícios da implantação de uma prótese peniana enquanto o pênis está num estado tumescente induzido farmacologicamente. É também o primeiro a utilizar a ultrassonografia na avaliação do tecido corporal pós-operatório. As principais limitações são o curto período de acompanhamento pós-operatório e o não-cegamento das medidas.

Conclusão
Pode-se concluir que a técnica de preservação do tecido cavernoso é uma técnica reprodutível que tem o valor agregado de preservar a função erétil residual na forma de tumescência peniana no pós-operatório retido e perímetro peniano preservado.

Fonte Bibliográfica: 

Spontaneous Penile Tumescence by Sparing Cavernous Tissue in the Course of Malleable Penile Prosthesis Implantation.

Zaazaa A, Mostafa T.

J Sex Med 2019;16:474–478.

https://www.jsm.jsexmed.org/article/S1743-6095(19)30013-X/fulltext

 

Sobre o autor

Alessandro Rossol

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