Percutânea

percutanea

Etapas da técnica de nefrolitotripsia percutânea em todos os seus momentos até a conclusão da eliminação do cálculo renal:

1) Assim que o paciente está anestesiado, o médico anestesista autoriza o cirurgião a posicionar o paciente e iniciar o procedimento.
2) O paciente é colocado em posição de litotomia (tipo ginecológica, com as pernas abertas).

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3) Com um cistoscópio, é introduzido um cateter ureteral fino que vai da uretra até o rim do paciente; por este cateter será introduzido, posteriormente, contraste para a visualização da punção do rim.

 

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4) O paciente é modificado de posição na mesa cirúrgica: o cirurgião, juntamente com toda a equipe médica, posiciona o paciente na mesa para decúbito ventral (de bruços na mesa).

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5) A antissepsia da pele é novamente realizada, e novos campos cirúrgicos estéreis são colocados sobre o dorso do paciente.

6) Um aparelho de fluoroscopia (raio-X ao vivo) é posicionado ao redor da mesa cirúrgica sobre o paciente; um técnico de radiologia realiza a movimentação e o manuseio deste equipamento durante todo o procedimento.

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7) É realizada injeção de contraste pelo cateter ureteral e ao mesmo tempo visualizada a anatomia do rim ao vivo. Neste momento, punciona-se a região dorsal do paciente com uma agulha de Chiba. Esta agulha mede aproximadamente 12 cm de comprimento e tem 0,6 mm (22gauge) de espessura.

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8) Quando a agulha está na posição correta (dentro do sistema coletor do rim), observa-se saída de urina com contraste pela agulha.

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9) Com agulha na posição correta, introduz-se por ela um fio guia hidrofílico radiopaco, que entra no sistema coletor do rim.

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10) Realiza-se uma pequena incisão (1-2 cm) na pele do paciente com bisturi.


11) Inicia-se a dilação do trajeto da pele até o rim por intermédio do fio guia.


12) Para a dilatação, utiliza-se um jogo de dilatadores seqüenciais rígidos e controle radiológico instantâneo durante toda a dilatação. Inicia-se pelos mais finos, e na seqüência, passa para os de maior diâmetro.

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13) Atingindo o maior dilatador (nº 30 F), é posicionada sobre este uma bainha de acesso que comunica diretamente o rim com o meio externo.

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14) É introduzido por esta bainha um aparelho óptico chamado nefroscópio; por este aparelho o cirurgião consegue visualizar a imagem de dentro do sistema coletor do rim.


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15) Com a imagem do nefroscópio dentro do rim, o cirurgião localiza o cálculo e inicia a fragmentação do cálculo (nefrolitotripsia percutânea).

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16) A fragmentação do cálculo pode ser feita com vários tipos de energia: laser, ultrassom, balística e pneumática.

 

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17) O cálculo vai sendo quebrado e os fragmentos são retirados pela bainha de acesso com uma pinça. O tempo de fragmentação do cálculo depende principalmente do seu tamanho e da sua rigidez.

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18) Uma pielografia é realizada após a retirada dos fragmentos de cálculo do rim. Este exame consta na injeção de contraste no sistema coletor do rim para verificar sua integridade.

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19) Após a pielografia, é colocada uma sonda chamada nefrostomia no trajeto onde estava a bainha de acesso. Esta sonda permanecerá entre o rim e a pele do paciente por alguns dias, com drenagem de urina e resíduos em uma bolsa coletora. É uma medida de controle e segurança.

 

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20) Ao fim do procedimento, o paciente é conduzido pela equipe à sala de recuperação, onde permanecerá por 4 a 6 horas, sendo após encaminhado ao leito.

21) O tempo de hospitalização é de aproximadamente 3 a 6 dias. A nefrostomia é fechada e retirada ainda na internação. Um curativo é realizado no orifício da incisão.

INDICAÇÕES

– Cálculos maiores de 1.5/2 cm no maior diâmetro
– Cálculos Coraliformes

 

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Raio-X de paciente feminina, 25 anos, com cálculo coraliforme em rim D
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Urografia Excretora da mesma paciente; agora o contraste demonstra a anatomia dos sistemas coletores renais bilaterais.

Sobre o autor

Dr. Rossol

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