Orquiectomia Subcapsular Bilateral

A orquiectomia subcapsular bilateral é um  procedimento cirúrgico específico para quem tem o diagnóstico de câncer de próstata em uma fase mais avançada ou para pacientes que apresentam uma expectativa de vida inferior a 10-15 anos.

Realizada usualmente com raquianestesia, o urologista aborda os testículos com uma pequena incisão escrotal. Cada testículo é aberto e o tecido intra-testicular (parênquima que produz testosterona e espermatozóides) é retirado, preservando a cásula testicular, o epidídimo e o cordão espermático.

Diferentemente da orquiectomia total, o paciente preserva o conteúdo das estruturas dentro da bolsa escrotal. Esta cirurgia trata o tumor retirando o principal alimento de que ele precisa – a testosterona.

Quando se faz esse procedimento há uma redução imediata dos níveis hormonais e, assim, o PSA muitas vezes elevado cai a níveis próximo de zero em um curto espaço de tempo.

Mas, como todos os outros procedimentos para tratar o câncer de próstata, esse não está livre de efeitos colaterais. Os mais comuns são diminuição acentuada da libido, impotência e ondas de calor seguidos de sudorese.

A orquiectomia subcapsular bilateral produz um efeito similar ao bloqueio hormonal com injeções de bloqueadores hormonais LHRH.

A forma mais comum de tratamento hormonal para o câncer de próstata é a terapia bloqueadora do liberador de hormônio (LHRH), entretanto este tratamento pode causar um efeito FLARE.

Durante as primeiras 1 – 3 semanas de terapia com LHRH, pode ocorrer um aumento dos níveis de testosterona  conhecido como “FLARE ou EXACERBAÇÃO”.

Este bloqueio hormonal pode ser realizado com vários agentes medicamentosos: flutamida, bicalutamida, goserelina, nilutamida, dietilestilbestrol, cetoconazol e acetato de ciproterona.

Estudos do uso precoce de LHRH  sugeriram que a exacerbação dos sintomas do tumor avançado de próstata, com aumento da dor, aumento da uremia, desenvolvimento de sequelas neurológicas e, possivelmente, morte. Esses eventos têm sido pouco relatados tardiamente, provavelmente devido ao uso de bloqueio de flare na maioria dos pacientes com doença avançada, bem como ao fato de que a maioria dos pacientes com câncer de próstata estão atualmente sendo tratados com doença muito mais precoce.

Fonte Bibliográfica:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1476081/

 

Sobre o autor

Alessandro Rossol

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