Estudo compara Greenlight Laser X Ressecção Transuretral de Próstata para tratamento de hiperplasia prostática benigna

Vaporização da próstata com laser vs. ressecção transuretral da próstata: uma análise pareada comparando os resultado da hiperplasia prostática benigna

Autores: Sebastiano Cimino, Giorgio Ivan Russo*, Catania, Italy, Salvatore Voce, Fabiano Palmieri, Ravenna, Italy, Tommaso Castelli, Vincenzo Favilla, Salvatore Privitera, Giuseppe Morgia, Catania, Italy

Introdução: A terapia com laser ganhou aceitação crescente como tratamento menos invasivo para o tratamento de LUTS (sintomas obstrutivos do trato urinário inferior) secundário à hiperplasia benigma prostática (HBP). O laser de potássio-titanil-fosfato, também conhecido como GreenLight Laser foi testado recentemente em vários estudos clínicos. No entanto, os resultados clínicos têm sido diferentes e nem sempre os mesmos. Recentemente, foi testado o escore BPH6 (sintomas urinários) como um resultado confiável do paciente para a avaliação de pacientes submetidos à cirurgia de HBP.
Neste estudo, objetivou-se comparar o Greenlight Laser versus TURP (Ressecção transuretral de Próstata) em relação aos resultados de BPH6 aos 12 meses de acompanhamento em uma análise de pares correspondentes.

Métodos: De janeiro de 2014 a janeiro de 2016, realizamos uma análise em 220 pacientes para comparar a eficácia e a segurança do Greenlight Laser e TURP bipolar em termos de resultados de BHP6 em 12 meses. Foi efetuada uma correspondência de propensão para ajustar o volume prostático pré-operatório, o pico de fluxo e a pontuação internacional dos sintomas da próstata (IPSS).
Pacientes com LUTS secundários a HBP e refratários à terapia médica com medicamentos foram submetidos a TURP ou Greenlight Laser de 180 W. O ponto final do estudo primário BPH6 é um composto de seis elementos que avaliam o resultado geral, incluindo alívio dos LUTS, experiência de recuperação, função erétil, função ejaculatória, continência e segurança. O ponto final do respondedor BPH6 final é alcançado se um participante atende a todos os seis critérios definidos a seguir: Alívio LUTS: redução de> = 30% no IPSS em 12 meses comparado ao valor basal; experiência de recuperação: QoR VAS> = 70 por 1 mo; redução de <6 pontos para SHIM (Inventário de Saúde Sexual para Homens) em relação à linha de base durante o seguimento de 12 meses, resposta a MSHQ-EjD (Questionário de Saúde Sexual Masculina Short Form para avaliação de disfunção ejaculatória) questão 3 indicando emissão de sêmen durante 12 – índice de punção de incontinência (ISI) de ≤4 pontos em todos os intervalos de seguimento; nenhum evento adverso relacionado com o tratamento superior ao grau I no sistema de classificação de Clavien-Dindo a qualquer momento durante o procedimento ou acompanhamento.
Todos os dados apresentados são dados como média ± desvio padrão (DP). A análise estatística foi realizada utilizando o pacote de software estatístico SPSS 19.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, EUA).

Resultados: Após a análise das cirurgias pareadas, foram analisados um total de 123 (55 TURP e 68 Greenlight Laser). Os participantes foram bem combinados entre os braços do estudo, sem diferenças estatisticamente significativas de volume da próstata, pico de fluxo e IPSS. Ao comparar os dois grupos, a proporção de pacientes que alcançaram o desfecho de recuperação de BPH6 em 12 meses foi de 45,6% no grupo Greenlight Laser, o que foi significativamente melhor do que a taxa no grupo TURP (18,2%) (p = 0,001). Em particular, o grupo de Greenlight Laser apresentou melhores resultados de BPH6 vs. TURP em relação à recuperação (82,4% vs. 58,2%; p <0,05), função ejaculatória (58,8% vs. 34,5; p <0,05) e segurança (94,1% vs. 78,2% P <0,05). O grupo TURP mostrou maior tempo de uso da sonda (4,67 versus 1,25, p <0,01), enquanto que Greenlight Laser apresentou maior experiência de recuperação (77,35 versus 68,73; <0,01). Disfunções ejaculatórias pós-operatórias foram observadas em ambos os grupos, 58,8% na TURP e 34,5% no grupo Greenlight Laser.
Não houve diferença em relação à redução de LUTS, função erétil e continência. Em ambos os grupos, a cirurgia não causou quaisquer eventos adversos que necessitassem de intervenção ou revisão cirúrgica e a reintervenção por falha na cura não ocorreu em 12 meses de seguimento.

Conclusões: Este estudo lança resultados positivos a favor da tecnologia do GreenLight Laser. Os resultados comprovam que o laser  da próstata representa uma técnica eficaz e segura, combinando morbidade mínima e vantagens significativas em relação aos resultados da melhora dos sintomas urinários. De fato, este é o primeiro estudo que compara essas duas técnicas em termos sintomas prostáticos, uma ferramenta confiável que pode ser facilmente aplicada para comparar os procedimentos de cirurgia da Hiperplasia Benigna Prostática.

*** Estudo apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Urologia AUA 2017 – Boston, USA. – http://www.aua2017.org/

Sobre o autor

Alessandro Rossol

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