Disfunção Erétil ou Impotência Sexual Masculina

 

A Disfunção Erétil (DE), ou “impotência sexual”, pela conotação negativa que carrega, é uma das doenças que mais pode prejudicar a qualidade de vida de um homem. A alta prevalência em idades mais avançadas e os avanços recentes da terapêutica tornam o conhecimento dessa disfunção fundamental.

 

FISIOLOGIA DA EREÇÃO

Hoje em dia, é sabido que a ereção é um fenômeno neuro-vascular. Os corpos cavernosos são uma estrutura única no organismo, compostos por artérias, arteríolas e vasos sinusóides. São envolvidos por uma túnica extremamente resistente chamada albugínea, que tem a função de aprisionar o sangue durante a ereção.

Uma vez iniciado o estímulo sexual, são liberados neurotransmissores que agem sobre a musculatura lisa, provocando o relaxamento dos corpos cavernosos e das artérias cavernosas. Isso acaba determinando o aumento do fluxo sangüíneo para o pênis e o acúmulo do sangue dentro do tecido erétil, expandindo os vasos sinusóides. Segue-se a compressão do plexo venular entre a túnica albugínea e os sinusóides periféricos, reduzindo o retorno venoso. A pressão intracavernosa sobe, determinando a ereção do pênis.

Epidemiologia: A disfunção erétil aumenta com a idade: apenas 1 em cada 50 homens abaixo dos 40 anos é impotente, mas 1 em cada 4 com 65 anos apresentam essa patologia. O National Health and Social Life Survey (NHSLS), realizado nos EUA, demonstrou que a prevalência de disfunção erétil (respostas a questões sobre obter e manter a ereção) para as idades de 18 a 29 anos, 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos foi de 7%, 9%, 11% e 18%, respectivamente. Um estudo francês demonstrou 11% de DE somente e 22% DE e ejaculação precoce em homens de 18 a 24 anos, e 27% e 41% para homens de 60 a 69 anos, respectivamente. Os grupos mais suscetíveis são os que apresentam doença coronariana, hipertensão arterial sistêmica, diabetes, doenças psiquiátricas como depressão, hipercolesterolemia, tabagismo e uso de certos medicamentos.

CLASSIFICAÇÃO:

Psicogênica: era tida como a mais comum das causas, antes da melhor compreensão dos mecanismos da ereção e da disfunção erétil. Hoje em dia, essa causa é atribuída a poucos pacientes, muitos dos quais apresentam um problema agudo facilmente detectável na história clínica (por exemplo, perda do emprego, dívidas, brigas conjugais, etc.). Uma subclassificação incluiria: 1- ansiedade, medo da falha; 2- depressão, outras doenças psiquiátricas e drogas associadas; 3- conflitos do relacionamento do casal; 4- desinformação, desconhecimento.

Neurogênica: sendo a ereção um fenômeno neuro-vascular, qualquer doença afetando o cérebro, a medula espinhal, os nervos cavernosos e pudendos e os receptores das arteríolas e corpos cavernosos pode causar disfunção erétil. Entre as causas cerebrais, as mais comuns são doença de Parkinson, doença de Alzheimer, trauma, AVC. Doenças da medula espinhal têm um comportamento muito amplo. A disfunção erétil é dependente da natureza da lesão, da localização, do nível e da extensão da doença. Os nervos cavernosos são freqüentemente lesados após cirurgia pélvica; as mais comuns são a prostatectomia radical (retropúbica e perineal), ressecção abdomino-perineal, esfincterotomia externa, cirurgias envolvendo o reto e outros órgãos pélvicos. Outras causas de lesão neural periférica são alcoolismo, diabetes, deficiência vitamínica – todas afetando a transmissão neural.

Endócrina: os andrógenos influenciam o crescimento e desenvolvimento do trato reprodutivo masculino e características sexuais secundárias; seus efeitos na libido e comportamento sexual são bem estabelecidos. Qualquer disfunção do eixo hipotálamo-hipófise pode resultar em hipogonadismo. Hipogonadismo hipogonadotrófico pode ter causa congênita, tumoral ou traumática; hipogonadismo hipergonadotrófico pode ser resultado de tumores, traumatismos, cirurgias ou orquite por caxumba. Hiperprolactinemia devido à adenoma de hipófise ou drogas resultam em disfunção reprodutiva e sexual. Os principais sintomas são perda da libido, disfunção erétil, galactorréia, ginecomastia e infertilidade. Hiper e hipotireoidismo também são causas de disfunção erétil.

Vascular: doença arterial oclusiva traumática ou aterosclerótica do sistema hipogástrico-cavernoso-helicinal podem diminuir a pressão de perfusão e o fluxo arterial para o espaço sinusoidal, dessa forma aumentando o intervalo para a máxima ereção e diminuindo a rigidez da mesma. Na maior parte dos pacientes com disfunção erétil de etiologia arterial, a irrigação peniana insuficiente deve-se a um processo aterosclerótico generalizado. Hipertensão, hiperlipidemia, tabagismo, diabetes mellitus, trauma pélvico ou perineal contusos e irradiação pélvica são causas comuns de disfunção erétil. Ciclistas que percorrem longas distâncias também estão em risco de disfunção erétil vasculogênica ou neurogênica.

Medicamentosa: muitas classes de medicamentos podem causar DE como um efeito colateral indesejado (até 25 % dos pacientes em tratamento ambulatorial). Para a maioria das drogas, o mecanismo de ação é desconhecido e existem poucos estudos bem controlados sobre os aspectos sexuais para um medicamento em particular. No geral, drogas que interferem nos controles neuroendócrinos central ou neuro-vascular periférico da musculatura lisa peniana têm o potencial de causarem DE. Abaixo, apresento uma lista resumida de medicamentos e drogas potencialmente causadoras de disfunção erétil:
– Anti-hipertensivos: metildopa, clonidina e reserpina, fenoxibenzamina, fentolamina, atenolol, propanolol, diuréticos tiazídicos e espironolactona.
– Tranqüilizantes e antipsicóticos.
– Antidepressivos: tricíclicos, heterocíclicos, inibidores seletivos da recaptação da serotonina (exceto: trazodone e bupropiona).
– Tabaco.
– Crack.
– Cocaína.
– Álcool.
– Antagonistas dos receptores H2.
– Estrógenos e drogas com ação anti-androgênica: cetoconazole, ciproterona.

DIAGNÓSTICO

Em 1999, no First International Consultation on Erectile Dysfunction, realizado em Paris, definiu DE como sendo a falha consistente (pelo menos 3 meses de duração) ou recorrente para atingir e/ou manter ereção peniana suficiente para a “performance” sexual. O diagnóstico deve ser baseado primariamente nas queixas do paciente. Testes e relatos de parceiras podem ser usados secundariamente para dar suporte ao diagnóstico.

Tabela: Passos para o diagnóstico e avaliação da DE. (First International Consultation on Erectile Dysfunction, Paris, 1999).

ALTAMENTE RECOMENDADOS: RECOMENDADOS:
– história sexual, médica e psicossocial;
– escalas de impacto e intensidade da DE;
– exame físico.
– glicose jejum ou hemoglobina glicosilada e perfil lipídico;

– avaliação do eixo hipotálamo-pituitária-gonadal através da testosterona.

OPCIONAIS: ESPECIALIZADOS:
– avaliação psicológica e/ou psiquiátrica;
– investigação laboratorial (prolactina sérica, LH, TSH, Hmg, urinálise).
– avaliação detalhada de relacionamentos e psicossexual;
– avaliação psiquiátrica;
– avaliação da tumescência e rigidez peniana noturna;
– avaliação vascular;
– teste endocrinológico especializado;
– testes neurofisiológicos.

MÉDICA E PSICOSSEXUAL: é importante para determinar os riscos do paciente em apresentar DE orgânica (HAS, doença vascular aterosclerótica periférica e/ou coronariana, DM, tabagismo e medicações). Também tem importância se o problema é de desempenho, satisfação ou interesse. Certos elementos da história irão sugerir se a DE é psicogênica ou orgânica.

EXAME FÍSICO: O exame cuidadoso, com atenção particular para o desenvolvimento sexual e genital, pode, eventualmente, revelar uma causa óbvia (micropênis, cordee, doença de peyronie e outras malformações). Testículos pequenos e com baixa consistência, ou ginecomastia podem ser sinais de hipogonadismo ou hiperprolactinemia. Pacientes com diabetes ou doenças neurológicas degenerativas podem mostrar evidências de neuropatia periférica. A sensibilidade perineal e genital e o reflexo bulbo-cavernoso podem ser indícios também de impotência neurogênica.
A história e o exame físico podem ter uma sensibilidade de 95%, mas uma especificidade de 50% em diagnosticar DE orgânica.

O IIFE-5 (Índice Internacional de Função Erétil)

O IIFE-5 é um questionário utilizado para identificar um indivíduo com problemas relacionados à ereção. Pode ser utilizado pelo médico urologista para quantificar os sintomas da impotência sexual apresentada pelo paciente. Quando a soma dos pontos for menor que 21 de um total de 25 pontos, há possibilidade de que o indivíduo tenha Disfunão Erétil.

Responda considerando os últimos 6 meses:

1. Como você classifica sua confiança em manter uma ereção?

Muito baixa

(1)

Baixa

(2)

Moderada

(3)

Alta

(4)

Muito alta

(5)

2. Quando você tem ereções como estímulo sexual, com que freqüência suas ereções atingem a rigidez para penetração (penetrar sua parceira)?

Quase nunca ou nunca

(1)

Poucas vezes (muito menos da metade das vezes)

(2)

Algumas vezes

(3)

Na maioria das vezes (mais da metade das vezes)

(4)

Sempre ou quase sempre

(5)

3. Durante a relação sexual, com que freqüência você conseguiu manter sua ereção após ter penetrado sua parceira?

Quase nunca ou nunca

(1)

Poucas vezes (muito menos da metade das vezes)

(2)

Algumas vezes

(3)

Na maioria das vezes (mais da metade das vezes)

(4)

Sempre ou quase sempre

(5)

4. Durante a relação sexual, qual o nível de dificuldade para manter sua ereção até o final da relação sexual?

Extremamente difícil

(1)

Muito difícil

(2)

Difícil

(3)

Pouco difícil

(4)

Não foi difícil

(5)

5. Quando você teve a relação sexual, com que freqüência ela foi satisfatória para você?

Quase nunca ou nunca

(1)

Poucas vezes (muito menos da metade das vezes)

(2)

Algumas vezes

(3)

Na maioria das vezes (mais da metade das vezes)

(4)

Sempre ou quase sempre

(5)

Adaptado a partir do Levantamento da Saúde Sexual Masculina – LSSM (Sexual Health Inventory for Men – SHIM).

Escore total= ……………. pontos

TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO

O objetivo terapêutico global deve ser a identificação e a modificação de fatores de risco para DE. Uma vez identificada a causa básica, deve-se dar tratamento específico. Por exemplo, temos hipogonadismo (reposição hormonal), hiperprolactinemia, DE psicogênica (psicoterapia). A maior parte das disfunções eréteis entra em um grupo de diagnóstico inespecífico, em que contribuem diversos fatores. São, muitas vezes, pacientes com doenças crônicas de longa data, em uso de medicações e com comprometimento sistêmico em maior ou menor grau. Entre esses casos, encontramos pacientes diabéticos, que vem apresentar doença vascular e neural (duas causas reconhecidas como fatores causais de DE).

Pacientes com hipertensão arterial ou cardiopatias também podem ter comprometimento da função erétil. Outras doenças graves em qualquer sistema orgânico podem ter repercussão e causar DE. Nesse grupo de pacientes não é reconhecida uma terapia específica para a DE, sendo seu tratamento baseado em modificações do estilo de vida e drogas de ação vascular.

Modificações do Estilo de Vida: exercícios regulares, dieta saudável, sono adequado, interrupção do tabagismo, álcool com moderação. Mudança de medicações: em muitos casos, a troca para uma classe diferente de medicações pode dar bons resultados. Exercícios da musculatura do assoalho pélvico. Terapia Psicossexual.

Terapia Hormonal: em pacientes com documentado hipogonadismo e disfunção erétil, deve ser continuada por 2 a 3 meses. Pacientes com outras disfunções endócrinas (doenças da tireóide, adrenais, hipófise ou hipotalâmicas) devem ser encaminhadas para o endocrinologista.

Medicamentos Orais: Os inibidores da Fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) devem ser oferecidos como primeira linha de tratamento para a disfunção erétil. Sildenafil, tadalafil, iodenafil e vardenafil são inibidores potentes, reversíveis e competitivos de PDE5. Neste momento, não há estudos suficientes para apoiar a superioridade de um medicamento sobre os outros.

Viagras

O sildenafil e o vardenafil têm perfis farmacocinéticos muito semelhantes, com um tempo para atingir os níveis máximos no sangue (Tmax) de cerca de 1 hora e meia-vida de aproximadamente 4 horas. Em contraste, o tadalafil tem um Tmax de cerca de 2 horas e uma meia-vida de aproximadamente 18 horas. Todas as três drogas são metabolizadas pelo fígado assim que a dose deve ser ajustada em doentes com a função hepática alterada devido a doença ou medicamentos, especialmente aqueles que afetam citocromo P450.

Os efeitos colaterais das três drogas são muito semelhantes. Todos os três medicamentos têm efeitos colaterais devido à vasodilatação periférica tais como rubor facial, congestão nasal, dor de cabeça, e dispepsia. A dor nas costas tem sido relatada em um número limitado de pacientes, especialmente os que tomaram sildenafil e tadalafil, e a fisiopatologia deste efeito adverso é desconhecido.

Inibidores da fosfodiesterase tipo 5 são contra-indicados em doentes que fazem uso de nitratos orgânicos. Inibidores da PDE5 potencializam o efeito hipotensor dos nitratos e nitritos orgânicos.

Terapia com inibidores da PDE5 não é eficaz em todos os pacientes Disfunção Erétil (DE). No entanto, a falta de resposta pode ser devido a um ou mais fatores: alterações hormonais, interações medicamentosas, alimentares ou de tempo e frequência da administração, falta de estimulação sexual adequada, uso abusivo de álcool, e relação do paciente com sua parceira.

Os pacientes que falharam com os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) devem ser informados sobre os benefícios e os riscos de outras terapias, incluindo o uso de um inibidor de PDE5 diferente, supositórios intra-uretrais, terapia com ondas de choque , injeção intracavernosa de drogas, dispositivos de constrição a vácuo e próteses penianas.

Ondas de Choque: cerca de um terço de todos os homens com disfunção erétil não respondem aos efeitos dos medicamentos orais inibidores de PDE5 (Viagra, Levitra, Heleva, Cialis, Zyad). A terapia por ondas de choque de baixa intensidade foi inicialmente utilizada em cardiopatas isquêmicos com o objetivo de regenerar a vascularização do músculo cardíaco.

Estes resultados serviram de base para um estudo realizado por uma equipe de trabalho de Israel, que examinou homens com disfunção erétil de origem vascular. O método foi testado principalmente em homens diabéticos. No curso de duas vezes por semana, durante três semanas, os pacientes foram submetidos a terapia com onda de choque de baixa intensidade. Os resultados foram surpreendentes: Cerca de 70% dos pacientes relataram ereções satisfatórias posteriormente, isto é, eles foram capazes de realizar uma penetração.

Inúmeros estudos recentes da literatura médica têm mostrado o benefício das ondas de choque com índices de sucesso entre 60-80%. Os pacientes que mais se beneficiaram deste tratamento são aqueles com disfunção erétil moderada e severa.

http://www.alessandrorossol.com.br/blog/category/ondas-de-choque-de-baixa-intensidade/

Um estudo recente publicado pelo Dr. Tom Lue no Journal of Sexual Medicine conclui que o tratamento com ondas de choque (LESW) também melhora a função erétil em ratos com lesões neurovasculares pélvicas. Componentes do tecido do pênis, o tecido vascular e especialmente neuronal, demonstrou uma melhor recuperação após esta terapia. O mecanismo destes efeitos benéficos parece ser através do recrutamento de células progenitoras endógenos e ativação das células de Schwann. Existem novos estudos em andamento, mas esta terapia reacende uma nova opção de tratamento de pacientes com disfunção erétil que foram submetidos a prostatectomia radical. Leia o estudo completo em http://alessandrorossol.com.br/blog/terapia-com-ondas-de-choque-melhora-a-disfuncao-eretil-de-ratos-com-lesao-nervosa-pelvica/

O Dr. Alessandro Rossol realiza aplicação de ondas de choque em pacientes com disfunção erétil em sua Clínica de Andrologia. http://alessandrorossol.com.br/blog/dr-rossol-apresenta-o-duolith-equipamento-de-ondas-de-choque-para-tratamento-de-disfuncao-eretil/

Medicamentos Injetáveis: são administrados através de uma injeção no corpo do pênis. Apesar do aparente desconforto, apresentam uma eficácia excelente e boa tolerância após o paciente estar familiarizado com o método. Entre as drogas de maior uso, encontramos a papaverina, a prostaglandina e a fentolamina. Normalmente é preparado um combinado de duas(bimix) ou de três(trimix) substâncias. Essas medicações são usadas quando o paciente não apresenta boa resposta erétil à administração dos inibidores da fosfodiesterase 5 (sildenafil, tadalafil e vardenafil) ou pós cirurgia de prostatectomia radical.

A aplicação dessa medicação é uma opção de tratamento para restaurar a função erétil peniana. A primeira aplicação deve obrigatoriamente ser acompanhada por um médico urologista, que irá orientar o paciente sobre a anatomia do pênis, tipo de seringa, tamanho da agulha, locais de punção e forma de descarte da seringa. O médico também irá determinar a dosagem inicial a ser ministrada e o ajuste posterior da dose ideal.

Materiais: Para o processo de aplicação será necessário seringa de 1ml, agulha para aspiração da medicação(grossa), agulha de aplicação(fina), álcool e algodão.

Aplicação: Deve-se limpar com algodão e álcool a tampa do recipiente e assim, aspirar com seringa e agulha grossa a dosagem correta do frasco (normalmente injeta-se ar na mesma quantidade que irá ser aspirada a medicação). Com o volume correto na seringa, é necessário verificar se há ou não a presença de ar em seu interior. Troca-se a agulha da seringa pela fina. O local de aplicação deve ser escolhido, podendo ser do lado direito ou do lado esquerdo. Nessa região encontram-se os corpos cavernosos, locais responsáveis pela ereção peniana e onde a medicação deverá ser depositada. Na parte superior do pênis encontram-se os vasos e os nervos penianos e na parte inferior encontra-se a uretra. Essas regiões assim como a glande são sempre poupadas da medicação pois sua aplicação irá causar sangramentos, hematoma ou dor. Após escolha do local, tracione levemente o pênis e aplique a injeção em um grau perpendicular ao pênis e assim, empurre o êmbolo da seringa. Retire a seringa e limpe o local com algodão pressionando por aproximadamente 10 segundos. O início de ação do medicamento é, em média, de 3 a 10 minutos. O maior efeito colateral é a dor peniana e que se a ereção persistir por mais de 6 horas, o paciente deverá informar ao seu médico sobre o ocorrido, pois estará desenvolvendo um quadro de priapismo.

Outras Formas de Tratamento da Disfunção Erétil: dispositivo de constrição e vácuo, drogas intra-uretrais (MUSE), drogas tópicas e combinações entre os métodos.

TRATAMENTO CIRÚRGICO

Pacientes com DE de causa orgânica, nos quais as outras modalidades de tratamento foram insatisfatórias, contra-indicadas ou não aceitas pelo paciente, são candidatos eventuais a colocação de prótese peniana. Em pacientes que apresentam diabetes mellitus ou que tenham feito prostatectomia radical existe grande chance de falha no uso de medicamentos orais. Cerca de 25 a 30% dos pacientes que apresentam DE não respondem a drogas orais, 10 a 15% não conseguem seguir o tratamento com drogas injetáveis nos corpos cavernosos, sendo nestes casos a colocação de prótese peniana um tratamento comprovadamente eficiente.

Em geral, o implante de prótese peniana alcança altos índices de satisfação, tanto do paciente quanto da parceira, e também é bastante confiável e de fácil utilização. Uma outra vantagem é que o implante representa uma solução a longo prazo dos problemas de DE, não havendo mais necessidade do uso de comprimidos ou injeções, levando a longo prazo uma economia em relação aos outros métodos.
As características fundamentais de uma boa prótese são: dar rigidez ao pênis o suficiente para a penetração, conforto no uso, segurança quanto a reações locais, discrição durante a vida cotidiana do paciente e ter vida útil duradoura.

Leia mais sobre implante de prótese peniana em http://www.alessandrorossol.com.br/blog/protese-peniana/

 

Fonte Bibliográfica:

 

Sobre o autor

Dr. Rossol

Existem 6 comentários até agora. Comentar.

  1. 10 de julho de 2017 | Genivaldo diz: Responder
    Tenho diabete e já sofri com com a disfunção erétil e só quem já passou ou passa por isso, sabe do que eu estou falando
    • 29 de setembro de 2017 | Alessandro Rossol diz: Responder
      A disfunção erétil (DE) é a incapacidade de um homem alcançar ou manter uma ereção adequada para sexo satisfatório. Para entender DE, é importante entender como as ereções ocorrem. Quando um homem é sexualmente excitado, nervos e substâncias químicas trabalham juntos para relaxar o tecido muscular liso do corpo cavernoso e dilatar as artérias para que o pênis possa se encher de sangue. As veias se fecham para manter o sangue dentro do pênis, formando a ereção. Uma vez que o homem ejacula, se desfaz este mecanismo e o sangue é liberado de volta ao corpo. DE torna-se mais comum à medida que os homens envelhecem. Também está associada a algumas condições médicas, como doenças cardíacas e diabetes. Na verdade, cerca de 50% dos homens diabéticos têm algum grau de DE.
  2. 14 de junho de 2017 | avagacurana diz: Responder
    Os medicamentos para a disfunção erétil aumentam o desempenho sexual para homens sem disfunção erétil?
    • 6 de outubro de 2017 | Alessandro Rossol diz: Responder
      Os medicamentos para a disfunção erétil (DE), como Viagra, Cialis e Levitra, são medicamentos prescritos para homens que são incapazes de alcançar ou manter uma ereção adequada para o sexo. Este é o único propósito para o qual foram aprovados. Estas drogas não são seguras para todos os homens. Por exemplo, os homens que tomam medicamentos chamados nitratos para problemas cardíacos não devem tomar estas drogas, pois a interação pode causar uma séria queda na pressão arterial, com complicações graves. Os homens que têm problemas com ereções devem conversar com o médico sobre as opções de tratamento de DE. Aqueles que não têm DE, mas sentem que precisam de ajuda com o desempenho, podem se beneficiar com outros tratamentos depois falar com seu médico para tornar o sexo mais prazeroso, satisfatório e eficiente.
  3. 29 de maio de 2017 | adalberto diz: Responder
    O que acontece se você tomar muita medicação oral para disfunção erétil (DE)?
    • 29 de setembro de 2017 | Alessandro Rossol diz: Responder
      As medicações orais fornecem uma maneira conveniente para os homens gerenciarem sua disfunção erétil. Esses medicamentos são chamados inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5). Os medicamentos mais comumente prescritos são os seguintes: Sildenafil (Viagra) Vardenafil (Levitra, Staxyn) Tadalafil (Cialis) Essas drogas funcionam relaxando o tecido muscular liso no pênis, permitindo que mais sangue flua quando um homem é estimulado sexualmente. Este sangue é essencial para uma ereção firme. Enquanto os inibidores de PDE5 são eficazes para muitos homens com DE, alguns homens se perguntam se terão melhores resultados se tomarem mais medicamentos do que o médico prescreveu. Mas fazer isso pode ser perigoso. É importante usar esses medicamentos exatamente como o médico prescreve e ler a bula que o acompanha. O médico também deve ser informado de quais outros medicamentos ou suplementos que o homem está tomando atualmente. Um dos riscos da sobredosagem de drogas orais é o priapismo, uma ereção que dura várias horas. O priapismo pode acontecer se muito sangue flui para o pênis, fazendo com que ele inche. Alguns homens com priapismo experimentam desconforto ou dor. Os homens que têm uma ereção que dura muito tempo são orientados a procurar cuidados médicos de emergência. Quando o sangue está no pênis por muito tempo, fica difícil a oxigenação do órgão. Esta situação pode levar a dano tecidual, disfunção erétil permanente ou desfiguração do pênis. O tratamento para priapismo pode incluir drenagem do excesso de sangue do pênis, medicação ou cirurgia. Outro risco associado a medicamentos orais por DE é queda na pressão arterial. O homem pode começar a sentir-se fraco, tonto e nauseado. Podem começar a respirar mais rapidamente, experimentar visão embaçada e ter dificuldade em se concentrar. Em casos graves, a pressão arterial baixa pode reduzir substancialmente a quantidade de oxigênio que atinge partes importantes do corpo, como o coração e o cérebro. Eventualmente, esses órgãos podem ficar danificados. Os homens que acreditam que tomaram muito de qualquer droga são aconselhados a consultar um médico o mais rápido possível e/ou chamar seu centro de controle de intoxicação local. Eles também devem procurar atendimento médico imediato se tiverem algum desses sintomas depois de tomar um medicamento antidepressivo: Erupção cutânea Urticária Inchaço de lábios, língua ou garganta Problemas de respiração ou de deglutição Problemas de visão Problemas auditivos Os homens que sentem que a sua medicação DE não está funcionando devem comentar isso com o médico. A dose pode precisar ser ajustada, mas isso só deve ser feito sob o cuidado de um médico. Os pacientes também devem lembrar que essas drogas são medicamentos que não podem ser prescritos para homens que tomam drogas que contenham nitratos para o coração.

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